terça-feira, 1 de março de 2011

Embalagens

Embalagens para alimentos
As principais funções das embalagens utilizados em alimentos são:
1.       Proteção dos alimentos contra contaminação ou perdas;
2.       Tornar mais fácil o processo de transporte;
3.       Tornar mais fácil a distribuição dos alimentos;
4.       Na identificação do conteúdo quanto à quantidade e qualidade do produto embalado;
5.       Na identificação do fabricante e dos padrões de qualidade;
6.       Atuar como um atrativo da atenção do consumidor;
7.       Na indução do consumidor para a compra;
8.       Dar instrução ao consumidor quanto ao uso do produto.
Para serem utilizadas, as embalagens devem satisfazer aos seguintes aos seguintes requisitos:
1.       Não apresentar toxidade e ser compatível com o produto;
2.       Conferir ao produto a proteção sanitária adequada;
3.       Proteger o conteúdo contra a passagem de umidade, ar e luz;
4.       Oferecer resistência ao impacto;
5.       Possuir boa aparência e dar boa impressão ao consumidor;
6.       Oferecer facilidade no processo de abertura;
7.       Limitações de peso, forma e tamanho;
8.       Transparência;
9.       Ter facilidade de eliminação (problemas de poluição);
10.     Ter custo compatível com o produto.
Tipos de embalagens:
1.       recipientes metálicos rígidos (lata, tambor de aço inoxidável, alumínio, etc);
2.       recipientes metálicos flexíveis (alumínio, folhas de aço,etc);
3.       vidro (pote, garrafa, etc);
4.       plásticos rígidos e semi-rígidos;
5.       plásticos flexíveis;
6.       Barricas e caixas de papelão e embalagens de madeira;
7.       papeis flexíveis;
8.       Laminados e multifoliados.
Lata como material de embalagem
A lata é uma embalagem rígida,construída de folha-de-frandres, podendo ter uma camada de verniz para dar maior proteção ao conteúdo.
A folha-de-flandres é um laminado de aço com baixo teor de carbono revestido nas duas faces com estanho comercialmente puro.
O aço utilizado é de baixo teor de carbono, cuja composição geralmente está compreendida entre 0,06 a 0,15%, teores que dão ao aço boas propriedades de dutilidade, que é a capacidade de deformar em estampagem sem se romper.
Classificação do aço quanto à sua composição química:
Tipo L - contém baixo teor de fósforo e metais residuais, é muito resistente à corrosão e portanto o mais adequado em embalagens para produtos ácidos. É muito indicado para produtos altamente corrosivos como cerejas, ameixas secas em xaropes e picles.
Tipo MR - contém teores de fósforo, carbono, enxofre, fósforo, silício maiores que o tipo “L”, sendo portanto mais usado em produtos medianamente ácidos, como sucos cítricos, pêssego, abacaxi, etc.
Tipo MC – Esse aço é o mais refosforizado, para dar maior rigidez às latas. È utilizado em produtos não corrosivos;
Tipo MS – Esse aço é similar ao tipo L , porém com um maior teor de cobre, sendo recomendado para chucrutes e outros produtos ácidos.
Novos materiais, especialmente para cervejas e refrigerantes tem sido desenvolvidos ultimamente.

As folhas de metais
As mais importantes folhas de metais utilizadas como embalagens consistem essencialmente de alumínio puro.
Possuem normalmente uma espessura variando de 0,0006 a 0,015 cm.
O alumínio, apesar de possuir um grande número de orifícios em sua superfície, apresenta uma enorme melhoria quando revestido com polietileno.
Esta barreira de polietileno é 50 vezes melhor para a umidade, e 1000 vezes melhor para o oxigênio.
A embalagem utilizada para leite longa vida (e outros) apresenta a combinação:
polietileno/alumínio/polietileno/papel/polietileno.
Embalagens de plástico
Plásticos são polímeros orgânicos de estrutura, composição química e propriedades físicas variadas.
São fabricados a partir de derivados do petróleo ou carvão.
Podem ser termoestáveis, como a uréia, fenólicos e melanina (pouco usados para embalagens de alimentos), e
Termoplástico como o polietileno e polipropileno de uso generalizado em embalagens para alimentos. São filmes com espessura até de 0,025 mm ou menos.
Tipos de Plásticos
Polietileno
É um polímero do etileno e pode ser obtido por dois diferentes processos:
O polietileno de baixa densidade ( 0,910 a 0,925 ) - é obtido a uma pressão de 1200 atm submetendo-se o etileno (CH2 = CH2) a temperaturas entre 150 e 200 ºC na presença de traços de oxigênio.
O polietileno de alta densidade ( 0,941 a 0,965) é obtido a uma pressão de 40 atm e temperatura entre 60 a 160 ºC, na presença de metais alcoilados.
O polietileno possui:
         alta resistência,
         baixo custo;
         transparência,
         facilidade de termossoldagem, e
         excelente barreira à umidade.
Não é uma boa barreira ao oxigênio e as gorduras
O de alta densidade oferece melhores propriedades de barreira às gorduras e é três vezes melhor como barreira ao oxigênio e duas vezes melhor como barreira á umidade.
Tem preço mais elevado.
No Brasil, o polietileno de baixa densidade é o plástico mais utilizado, principalmente em leite, cereais, alimentos em pó, baixas, etc.
O de alta densidade é mais usado em produtos gordurosos e úmidos como mateiga, banha, hamburgers e produtos sólidos com alto teor de gordura.
Polipropileno
É obtido pela polimerização do propileno (H2C=CH-CH3).
É mais rígido, resistente e mais leve que o polietileno.
Possui melhor barreira (duas vezes) ao oxigênio e à umidade do que o polietileno de baixa densidade.
O filme não orientado se torna quebradiço em baixas temperaturas não sendo uma boa barreira ao oxigênio.

Outras características importantes, são a claridade e o brilho, que o tornam envoltório para doces e pães. Entretanto é mais difícil de ser soldado pelo calor do que o polietileno, necessitando de 10a 15 ºC a mais.
Cloreto de polivinila
É obtido pela polimerização do cloreto de vinila na presença de catalizadores adequados.
Filmes são obtidos pela pela adição de plastificadores.
O PVC é dez vezes pior do que o polietileno como barreira à umidade, e por outro lado é seis vezes melhor como barreira ao oxigênio.
Alguns copolímeros ninílicos permitem o encolhimento, sendo usados em produtos de laticínios e carnes.
Cloreto de polivinilideno (PVdC)
É normalmente produzido como um copolímero com 13-20% de cloreto de vinila.
É um filme caro mas extremamente útil para alguns alimentos.
Cry-o-vac e Saran são nomes comerciais desses copolímeros.
Oferece excelente barreira ao oxigênio, sendo 600 vezes melhor que o polietileno.
Oferece também ótima barreira à umidade.
Pode produzir encolhimento em cerca de 40% do seu volume par envolver produtos apertadamente.
Excelente para queijos e produtos cárneos.
Poliéster
Produto de condensação entre um poliálcool com um diácido ou seu anidrido, como por exemplo entre o etanodiol e o ácido paraftálico.
Tem uma menor resistência à umidade que o polietileno, mas é cerca de 80 vezes superior em relação à barreira ao oxigênio.
A maior qualidade desse polímero e a sua resistência que é quatro vezes mais forte que a do polietileno.
É difícil de ser soldado a quente, sendo também bastante caro.
É algumas vezes utilizado em embalagens que são aquecidas ou autoclavadas.
Nylon
Possui propriedades semelhantes ao poliéster quanto à barreira ao oxigênio e à umidade, além de ser igualmente resistente.
Resiste a temperaturas de até 140 C, o que o torna bastante adequado para o cozimento e em casos de esterilização.
Embalagem de Papel
O papel consiste fundamentalmente de fibras e celulose, havendo vários tipos, destacando-se o papel Kraft pela sua resistência.
O papel Kraft é de cor escura e normalmente é usado em sacos de papel e papel de embrulho
O papel pode ser usado como embalagens flexíveis ou como material para a elaboração de uma grande variedade de embalagens rígidas.
Embalagens laminadas
Os laminados são constituídos por duas ou mais películas amoldadas entre si através de adesivos; podem ser somente de plásticos ou mistos, de diferentes matérias.
A instituição dos laminados permitiu o aproveitamento das melhores qualidades de cada película, somadas ao produto formado.
Como se sabe, nem todos os tipos de filme flexível exibem virtudes, como impermeabilidade a bases e umidade, barreia ao vapor de água e facilidade de termossoldagem.
Por isso essas películas não podem acondicionar indiferentemente todos os produtos alimentícios, que apresentam peculiaridades distintas.
Daí a necessidade de reunir em laminados diversas películas que se completam quando combinadas entre si.
A elaboração então desses laminados, além de solucionar problemas de custo para dotar os plásticos tradicionais de maior eficiência (aumento de espessura etc), veio assegurar também a acentuada melhoria de requisitos de impermeabilidade, de termossoldagem, de resistência à tração, facilidade de impressão,etc.
O lado vantajoso da união de diferentes filmes é de reforçar, melhorar ou proporcionar ao material formado, maior capacidade funcional.
Para elaboração de laminados, se incluem combinações, em que são empregados diversos materiais: plásticos (polietileno, PVC, poliestireno, poliéster), celulose regenerada, acetato de celulose, papel (comum, Kraft, sulfito, glassine, etc) e alumínio.
De modo geral para que respondam às exigências dos produtos, os laminados devem possuir as seguintes características:
Ótima:
Barreira a gases
Barreira à umidade
Rigidez
Aptidão de fechamento
Impermeabilidade

Tipos de laminados
Os laminados flexíveis são combinações de películas plásticas ou de outros materiais que não proporcionem ao filme certa rigidez.

Laminados plásticos
As principais películas plásticas utilizadas na produção de laminados são:
Celofane
Cloreto de polivinilideno
Cloreto de polivinilo
Copolímeros de propileno
Nylon de vários tipos
Poliéster
Polietileno de alta, média e baixa densidade
Polipropileno

Laminados mistos
Os laminados mistos são excelentes materiais para a embalagem de vários produtos alimentícios, que com eles adquirem condições para a vida útil mais extensa.
O polietileno torna o laminado impermeável à umidade e de mais fácil fechamento a quente e com o papel, maior rigidez, impermeabilidade e resistência à tração. O acoplamento de alumino entre dois filmes de polietileno, faz com que este fique menos quebradiço, tornando possível o aproveitamento de suas outras virtudes.

Exemplos de laminados mistos:
Papel /alumínio - o papel confere a embalagem mais rigidez, resistência à tração e a distenção; boa aparência e imprimibilidade.

Papel/polietileno - o papel dá rigidez ao laminado, ótima aceitabilidade a impressão e opacidade. O polietileno garante suficiente proteção contra umidade e boa aptidão de fechamento a quente.

Polietileno/ alumínio/ polietileno – com a presença do polietileno os poros do alumínio são vedados; com a junção destas duas películas, a impermeabilidade ao vapor de água e oxigênio é maior mil vezes do que a do polietileno isolado; em relação à umidade é 50 vezes melhor; fácil termossoldagem.

Celofane/ polietileno – oferece boa característica de imprimibilidade e impermeabilidade a gases; o polietileno assegura a termossoldagem e constitui barreira contra a umidade. É utilizado na embalagem, de azeitonas, doces e queijos ralados.

Nylon/ polietileno – demonstra forte resistência e boa impermeabilidade aos gases e umidade; por ser barreira aos gases, favorece a aplicação de vácuo. É empregado para embalar carnes cortadas e preparadas.

O vidro como material de embalagem

É um material à base de sílica contendo quantidades pequenas de outros materiais como o borro, soda, cal e óxidos metálicos.

Fórmula básica do vidro
SiO2 -  a partir da areia do mar
Na2O - a partir do carbonato de sódio (barrilha)
CaO -a partir o calcário (pedra calcaria)
MgO a partir da magnesita
Al2O a partir da alumina
Uma grande característica do vidro é sua transparência.
Desvantagens:
- Excesso de peso;
- Preço mais elevado;
- Índice de quebra elevado;
- Dificuldade de manipulação
- Pouca resistência a altas temperaturas.
O fechamento da embalagem de vidro é feito com o uso de coroas metálicas, tampas, rolhas, etc. O fechamento hermético é conseguido com o auxílio de arruelas de borracha, cortiça, gomas, plásticos, etc.
A embalagem de vidro é constituída de três partes fundamentais:
O gargalo, o corpo e o fundo.
Vidro - II
Na embalagem de alimentos, os recipientes de vidro são utilizados para produtos líquidos e sólidos; para utensílios domésticos, os vidros (pratos, travessas, copos, biscoiteiras, etc) são de diferentes espessuras e se apresentam em variados matrizes.

Embalagens de vidro em produtos alimentícios

Pelas características de sua matéria prima e pelo seu método de elaboração, as embalagens de vidro destinadas a produtos alimentícios, são, de todas, as mais sofisticadas, em seus vários e magníficos feitios.

Vantagens e desvantagens das embalagens de vidro

Vantagens:
Alto valor mercadológico de visualização
Atóxico
Inerte, quimicamente à maioria de substâncias.
Resistente às temperaturas de esterilização até 100ºC
Perfeita impermeabilidade
Não transmite odor e sabor
Prescinde de revestimentos
De fácil abertura e possibilidade de fechar o recipiente, depois de aberto
Facilmente colorível
Forma que atende funcionalmente ao uso
Re-utilização domesticamente

Desvantagens:
Fragilidade
Peso relativamente grande
Preço mais elevado
Menor conductilidade térmica
Pouco resistente às temperaturas de esterilização de mais de 100ºC
Dificuldades de fechamento hermético
Dificuldade de manipulação.

A transparência do vidro, branco ou colorido, é fator positivo para que o consumidor, observando o produto, se convença de seu virtuosismo e, a seguir sinta o desejo de adquiri-lo.
Por sua relativa resistência a temperaturas elevadas, as embalagens de vidro permitem que os produtos que acondicionam sejam tratados por métodos de conservação de calor.
A impermeabilidade do material à umidade e aos gases é uma das condições de defesa que recebem os produtos contra influências ambientais, capazes de gerar processos de deterioração; quanto ao seu carácter de inocuidade, nenhum outro recipiente o iguala.

Características dos vidros

Dentro das técnicas especializadas a indústria vidreira procura criar recipientes que satisfaçam as seguintes condições:

Resistência:
- Ao calor
- À corrosão
- Aos choques

Consistência:
- Macia
- Dura

Permeabilidade:
- A determinados agentes físicos

Qualidade
- De condução ou de isolamento de eletricidade




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